Primeiramente gostaria de me desculpar aos meus parcos leitores por ter demorado a fazer uma nova postagem. O tempo é curto e os afazeres imensos. Mas deixando de lado meus problemas vamos ao que interessa.
Fazendo uma análise sincera do desempenho das polícias Militar e Civil do Estado do Rio de Janeiro não precisamos ser um Einstein para chegarmos a conclusão que o desempenho de ambas é pífio. Ainda não tocarei no ponto sobre quem são os culpados - precisaria de Mil postagens para chegar a uma conclusão. Por isso, decidi me prender a alguns pontos sobre o porquê desse horroroso resultado.
Nosso Excelentíssimo Governador Sérgio Cabral, com excelentes intenções, diga-se de passagem, começa a iniciar tímidas mudanças na Polícia Militar - uma éspécie de melhoria em doses homeopáticas - Notadamente através dos grupos de Estudos sobre salários, RDPM entre outros assuntos de interesse para a briosa. Para só então resolver o que fazer sobre esses assuntos (será que ele fará alguma coisa?).
O problema é que estamos vivendo em tempos de extrema mudança (mudanças contínuas), e o pensamento de nosso atual governador é de melhoria contínua (pelo menos pensa em melhorar alguma coisa). A crítica é: o que serve agora para combater o crime, não servirá daqui a 5 minutos. Isso me lembra a saga da indústria das máquinas de escrever, que no afã de combater o avanço do computador resolveu se modernizar, surgindo a DC-3 (quem não se lembra dela???) uma máquina de escrever elétrica - último modelo em máquina de escrever (Alguém ainda usa ela???) ou ainda a indústria de iluminção a gás, que implementou mudanças drásticas visando a melhoria de produtividade e diminuição de gastos (conhece alguma lâmpada a gás).
Nossas Polícias são perfeitas para combater o crime... - lá em 1960 - hoje, estão perdidas no combate a marginais que usam táticas totalmente diferentes das que usavam em 1960. Utilizam internet; palmtops; armamentos muito mais eficazes; possuem treinamento muito mais completo que o de muitos policiais; possuem uma estrutura hirárquica mais atuante; seus funcionários são mais produtivos e o lucro, seja nas operações de vendas de drogas, de assaltos ou sequestros relâmpagos só aumenta;
É inconcebível que os bancos de dados da polícia civil e da polícia militar (banco de dados na polícia militar??? pra que serve a P/2) não estejam interligados; que a estrutura hirárquica da polícia militar vá contra todos os princípios de produtividade; que a polícia Civil faça mero trabalho escriturário; que essa estatística fajuta de apreensão de armas faça com que policiais tenham de comprar armas para apresentar na delegacia afim de manterem seus lugares; que os policiais em geral não prezam de nenhum respeito da população da qual são defensores; que não consigam entrar em determindos locais por terem poder de fogo menor que o de marginais... e por aí vai.
Temos de modificar o jeito de fazer polícia, devemos substituir blindagens por informações; fuzis por sistemas; novas táticas; devemos fazer polícia inspirados em Muhammad Ali: "flutuar feito borboleta, picar feito abelha"; A estrutural atual das polícias já está falida - Não há condições de conter o crime dessa forma - A Polícia Militar é organizada nos moldes Exército Brasileiro e este tem como molde organizacional Napoleão - Isso mesmo Napoleão - ou seja, esse jeito de fazer polícia já devia estar mais que enterrado.
A polícia tem de ser Técnica, a polícia tem de ser ágil, a polícia tem de ser respeitada por sua sociedade; tem que readquirir sua confiança, tem de dar o exemplo - TOLERÂNCIA ZERO!. Tem de agir com precissão cirúrgica - causando temor naqueles que ainda pensam em burlar a Lei;
Nos próximos Posts enviarei a minha visão utópica sobre polícia, espero que me enviem as suas. Quem sabe alguma alma abençoada não leia nossas visões e não faz alguma coisa.
"Uma visão sem uma tarefa não é nada além de um sonho; uma tarefa sem uma visão não é nada além de um trabalho árduo; uma visão e uma tarefa podem mudar o mundo". Reyirado de uma igreja em sunsset - Inglaterra